quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

"RAPI NÚ EAR"


Viva 2010! Há quem grite isto bem do fundo do coração, já que 2009 foi o ano de (quase) todos os desesperos para (quase) todos.

O Crash na Bolsa, o desemprego galopante, o encerramento de bancos e a perda das poupanças de vidas de trabalho, o preço inaceitável do gasóleo e da gasolina, não obstante a descida acentuada do valor do barril de crude, a reeleição de Sócrates... Enfim, nada de bom aconteceu este ano.

Um ano pautado por lutas inglórias, por lutas ruidosas e muitas silenciosas e silenciadas.
Um ano onde o sonegado lápis azul da famigerada R. Maria António Cardoso parece ter voltado a riscar e a marcar pontos. Big Brother (still) watches you?!

Silêncio, é o que mais imperou em 2009.

Uma palavra: Resiliência. As pessoas são plásticas, habituam-se rapidamente à privação e logo voltam à sua forma inicial. Ninguém foi acomodado este ano, muitos sim incomodados, mas outros muitos parecem adeptos da inoperância, do marasmo e da preguiça. Um brinde a esses, com todo o sarcasmo que lhes é merecido, para quem não se atreve a mudar o Mundo!

Um ano em que o fosso entre os ricos e os mais pobres atingiu valores nunca antes registados. Como diz a Lei de Lavoisier: Na Natureza nada se perde, nada se cria, tudo se transforma...
Um brinde também à Miséria dos Muitos, que transformaram a felicidade de POUCOS!

Um brinde também à perda dos valores públicos em Portugal. O que é privado é bom!

Um brinde aos 20 anos da queda do Muro de Berlim, e à construção dos Muros entre Israel e a Palestina e entre os Estados Unidos (land of the Brave and the home of the free????) e o México.

Para que 2010 não seja como 2009 é preciso muita Luta!

Para 2010, um grande Brinde! Tchim-Tchim!

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Enquanto "passeava" no meio do Musseque em Luanda e repensava a minha vida e como ela é boa, ouço um jovem que profere:
"Angola Kuia bué".
Depois o seu sarcasmo encheu por completo o musseque de silêncio.