terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Chegar a casa

Depois de uma interminável viagem num Suzuki Jimmy de Luanda para o Huambo, onde podemos contar cerca de 326.472 buracos, cheguei ao Huambo.
A minha hérnia discal (vocês sabem como sou uma pessoa doente), estava a dar sinais de vida e se a viagem demorava mais uma hora acho que me atirava para baixo do carro. Nunca façam esta viagem num carro destes... a não ser que estejam mesmo desesperados para chegar ao Huambo. Conselho de amiga (de borla).

Finalmente cheguei ao Huambo, já noite cerrada, mais uma vez com os trovões como companhia e o céu carregado de nuvens. A diferença de temperatura para Luanda é notória, logo tive que enfiar um casaco.
As mudanças aqui sucedem-se a uma velocidade alucinante! Há mais luz na cidade e há um supermercado novo...e só estive ausente durante um mês.
Ao abrir a porta de casa tive a mais estranha das sensações! De repente exclamei, que bom cheguei a casa. Deve fazer parte da adaptação ou do desespero de 9 horas de viagem, sem beber uma pinga de água para não ter de suprir as minhas necessidades fisiológicas ali mesmo no meio do mato, sentir-me bem ao transpor aquela porta ao fim de um mês.
Como não podia deixar de ser, não tinha água em casa, mais uma vez a electro-bomba não dava sinais de si! Faz parte do meu karma ter que suportar esta provação de tolerância e sofrimento. Eu devo ter gasto muita água noutra vida... devo fazer jus ao meu signo e ter sido um peixe!

3 comentários:

pepe garcia disse...

Não tomar banho durante uns dias também não é o fim do mundo... Isso não deve ser tão quente assim!

Palaroide disse...

o ultimo comentario era meu (adriana)... por motivos alheios a minha vontade, esteve temporariamente com outro nome!

Memi disse...

Fizeste a viagem na jimmy??? Meu deus, realmente admiro-te muito Nádia!
ainda sem agua e sem luz, essa casa é nosso hogar