domingo, 20 de fevereiro de 2011



Que tenho andado desaparecida... é o que mais me dizem.
As novas tecnologias já não são o que eram, o que nos obriga a uma constante actualização do nosso estado de espírito.
Verdade seja dita: primeiro foi o fim de ano, todo ele rotundo. Finalíssimo, a uma sexta-feira. Gosto quando as coisas acabam mesmo no fim, que é quando têm que acabar, assim soube que o ano tinha mesmo mudado. Não porque me obrigavam a engolir uvas passas, ou porque o fogo de artifício iluminava o céu, não apenas e simplesmente por que o ciclo se fechou.
Depois disso, foi passando o tempo e a vontade, fui passando por vários destinos.
Huambo, com as nespereiras e goiabeiras do quintal carregadinhas de fruta!
Soyo, sempre com o mesmo sotaque.
Benguela, com a Caotinha à minha espera.

Luanda, demasiado repleta de tudo... gente, cheiro e agora água.
Assim corre o tempo, entre um pé e o outro.
E também tive que matar saudades da Camba!
Tudo isto requer tempo, tudo isto requer vida.
É preciso estar presente, para existir.



domingo, 19 de dezembro de 2010

Quem quer ser Mwangolé?

5 motivos que me levam a questionar se não estou mesmo a ficar Angolana e daí a minha sanidade mental:
- entrar e desespero por não haver uma bomba livre com a mangueira do lado do depósito do meu carro;
- apetecer gritar MOÇO (o que nunca faço), quando um qualquer empregado de café nos ignora;
- sair de casa com 30ºC e achar que está agradável;
- estar no Plano B a pensar "agora uma kizomba é que era!";
- achar que 33€ por um jantar é bastante aceitável.
Se eu realizasse um filme, esta música seria sem dúvida parte da banda sonora.
Cenário de fundo da minha vida, seria um dia de sol de Inverno, numa explanada à beira-mar.

domingo, 28 de novembro de 2010

Uma chuvinha

O céu em África é uma infinidade de experiências. O céu em África é uma imensidão.

O Céu em África é a verdade da cor. Ora azul, ora branco, ora púrpura, ora cinza contendo a fúria do Mundo.

Hoje o céu de Luanda transformou-se. O negro ocupou todo o horizonte, a lama ocupou as estradas, a água foi buscar o que é da água.

A Baía galgou as margens, as encontas tornaram-se numa torrente. As estradas tornaram-se intransponíveis. Os carros desistiram da luta e fossos existem agora no lugar do asfalto. O caos instalou-se na cidade, os refugios ficaram lotados, as casas inundadas. O cidadão comum em faxineiro se transformou.
3 vezes em 2 semanas.
Sr. Obama, não acha que está na hora de ratificar o Protocolo?

domingo, 24 de outubro de 2010

Coisas

É preciso ter muito azar.

E não é que ela estava à hora errada, no sítio errado?! Uma coincidência a maior parte das vezes fatal e sempre terrível.

Qual a probabilidade de estes dois acontecimentos sucederem simultaneamente?

Tudo corria bem, até que um dia, um dia daqueles em que o sol nasce especialmente bonito, com um pôr-do-sol estarrecedor, que faz com que tudo o resto no mundo pareçam detalhes insignificantes. Pois um dia desses, em que tudo se conjugava para correr bem, eis que algo de extraordinário sucedeu.

O mundo, esse começou a rodar ao contrário. Foi mesmo assim, foi lá nos quê na trás do coiso, sei lá mais.
Mas é assim mesmo que acontecem as coisas extraordinárias e estúpidas, tal como todas as grandes descobertas aconteceram por acaso. Um acaso dos grandes, mas que propulsiona a vida para a frente!

sábado, 9 de outubro de 2010

Aqui e ali















Foi por isto que andei muito escondida...

terça-feira, 31 de agosto de 2010

out of order...

Por motivos gerados por súbita deslocação a Moçambique!